04 abr 2016

Meditação de atenção plena pode reduzir as dores lombares.

A pratica pode ajudar pacientes a levar as atividades do dia a dia de maneira mais tranquila.

Pessoas com dor lombar crônica podem se beneficiar com meditação, A pratica pode reduzir a dor e facilitar o dia-a-dia do paciente, apontam novas descobertas.

No estudo. Um grupo de pessoas com dor lombar crônica participou de um programa de oito semanas chamado redução de estresse baseado na meditação de atenção plena, que envolve o uso de meditação para aumentar a consciência do presente momento, e a aceitação de pensamentos e sentimentos que incomodam, incluindo a dor.

Aproximadamente seis meses depois do começo do estudo, pessoas que participaram do programa conseguiam perceber pelo menos 30% de melhora em suas habilidades diárias, comparadas com pessoas que recebiam somente tratamento padrão para a dor nas costas, como remédios.

Aqueles no grupo de meditação também foram mais propensos a relatar melhorias significativas no incomodo com a dor nas costas , em comparação com aqueles no grupo de tratamento padrão, segundo o estudo. Os resultados permaneceram semelhantes um ano após o início do estudo.

O estudo sugere que “Pode ser um tratamento alternativa e efetivo para pacientes com dor lombar crônica”, dizem os pesquisadores.

“Estamos felizes com esses resultados, porque a dor lombar crônica é um problema tão comum porem tão difícil de tratar e desabilita tanto os pacientes”, diz o líder do estudo Daniel Cherkin, investigador no Group Health Research Institute, uma organização de Seattle que cuida da saúde sem fins lucrativos.

Juntamente com estudos anteriores, ”Eu acredito que temos evidencias suficiente para dizer que o tratamento através da meditação é um tratamento alternativo sensato” E para os pacientes que estão começando agora. “É relativamente segura e pode melhorar a vida das pessoas além da dor nas costas.”Cherkin diz.

Entretanto, Cherkin avisa que esse tratamento assim como qualquer outro, pode não ser eficaz para todo mundo. E mais e mais pesquisas são necessárias para saber o quanto o efeito pode durar, os pesquisadores não podem saber tudo sobre os efeitos do tratamento em menos de um ano de prática.

Meditação para dor lombar

O novo estudo envolveu 342 adultos entre 20 e 70 anos que tiveram dor lombar sem ligação a nenhuma outra condição. Em media, os participantes tiveram experiências de dor moderada nas costas (nota de 6 a 10 na escala de dor) por sete anos, e disseram que tinham dores quase todos os dias. Aproximadamente três quartos dos participantes disseram que costumavam tomar medicações pelo menos uma vez na semana anterior para tratar a dor lombar.

A pesquisa dividiu aleatoriamente os participantes entre três grupos: Um grupo recebeu meditação de atenção plena em adição ao seu tratamento normal; O segundo recebeu a terapia de comportamento cognitiva ( Ou TCC, um tipo de terapia com conversa que já é recomendada para pessoas com dores na região lombar) além de seu tratamento de costume, e o ultimo grupo que recebeu somente o tratamento comum.

Os participantes responderam perguntas sobre como a dor lombar limitava as atividades do dia a dia (como se isso os impediu de ir ao trabalho, ou ficar longos períodos de tempo em pé), e o quanto a dor incomodava.

Após 26 semanas(18 semanas depois da meditação de atenção plena, ou TCC tratamento ter chegado ao fim), quase 60% dos participantes em ambos a meditação e no grupo TCC tinham sentido melhoras significativas no exame de atividades diárias, comparado com só 44% no grupo de tratamento habitual. Além de que, aproximadamente 44% dos participantes do grupo de meditação de atenção plena e no de terapia de comportamento cognitivo sentiram uma melhora no nível de incomodo comparado com somente 27% no grupo de tratamento comum.

Problemas com acesso

 Os resultado “Indicam um número considerável de pacientes que experienciaram alivio de dores e incapacidade com importância clinica,” nos grupos TCC e de meditação, Dr. Madhav Goyal e Jennifer Haythornthwaite, da Johns Hopkins University School of Medicine, escreveu em um editorial acompanhando o estudo.

O editorial lembra que esse estudo não conseguiu determinar se a melhora percebida nos pacientes na meditação ou no grupo TCC foram por causa de um “efeito não especifico”, como a participação em um grupo de atividade ou por prestar atenção em um instrutor. Embora isso seja de suma importância para fins acadêmica, “para o pacientes, isso não importa, contanto que ajude na condição deles”.

O estudo e o editorial foram publicados na edição de 22 de março do Journal of the American Medical Association.

Fonte: huffingtonpost.com