Medicina Ocidental

O neurologista Acary Bulle Oliveira diz que é preciso parar de alimentar a doença e pensar no conceito de saúde de maneira mais completa

Para a Medicina Ocidental, é muito importante descobrir que doença o paciente tem, dar um nome a ela e, de posse dessa informação, começar o tratamento. “É como se os médicos tivessem uma formação mágica. No caso da dor, por exemplo, qual é a conduta costumeira? Prescrever analgésicos e anti-inflamatórios para eliminá-la. “Atua-se na ponta e não no início do problema, que é encarar a dor como sinal de alarme, de que aquela pessoa não está se relacionando de forma adequada consigo mesma e com o ambiente”, explica o neurologista Acary Bulle Oliveira, da Escola Paulista de Medicina de Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

O médico acredita ser preciso fazer uma inversão na maneira de pensar e alimentar o conceito de saúde, não de doença. Para isso, ele mostra para seus pacientes a importância de encarar o conceito de bem-estar de maneira mais completa. Isso quer dizer considerar não apenas o corpo, a parte física, mas também a mental, a espiritual, a social e a jurídica.

Nesse sentido, quem adota uma alimentação saudável, procura dormir bem e fazer exercícios físicos com regularidade está contribuindo muito para se manter saudável. “São atitudes relativamente simples que ajudam bastante no tratamento da dor crônica e têm grande influência na melhora do quadro”, diz o médico. Da mesma maneira, estudar, ler e manter o interesse por aprender coisas novas para estimular a mente; manter uma convivência harmoniosa com a família e os amigos, preocupar-se com a vida espiritual e se preocupar com o próximo por meio de trabalhos sociais também devem fazer parte do pacote de quem está preocupado em manter ou melhorar a saúde.


Dr. Acary Souza Bulle Oliveira 

Graduação em Medicina – UNIFESP
Especialização em Residência Médica em Neurologia – UNIFESP
Mestrado em Neurologia / Neurociências – UNIFESP
Doutorado em Neurologia / Neurociências – UNIFESP
Pós-Doutorado em Medicina – Columbia University