Invel investe para ir além da bermuda anticelulite

A Invel, empresa que tornou-se conhecida por fabricar bermudas femininas que prometem combater celulite, está reestruturando a operação. Líder de mercado, com 300 mil peças vendidas anualmente por pelo menos R$ 329 (US$ 206), ela não quer mais ser sinômino de bermuda anticelulite. “Não queremos mais ser conhecidos apenas como uma fabricante de bermuda. Investimos muito em pesquisa com universidades e agora queremos que a nossa empresa esteja mais ligada às áreas de saúde e bem-estar”, diz Carla Taba, sócia e diretora da Invel. Foram investidos, nos últimos quatros anos, R$ 10 milhões (US$ 5,1 milhões), sendo R$ 8 milhões (US$ 4,1 milhões) em pesquisa e R$ 2 milhões (US$ 1 milhão) para mudar os canais de venda e criar produtos.

Para se desligar da imagem de que só vende bermudas anticelulite, a Invel mudou a estratégia que vinha adotando há cinco anos. Em 2010 deixou de fazer propaganda na TV com atrizes famosas e fechou seus quiosques em shoppings. A partir deste ano, a venda de seus 40 produtos – que vão das famosas bermudas à camisetas, lingeries, palmilhas, cremes, além de novidades como pijamas – passou a ser feita apenas no site da Invel, clínicas, spas, academias de ginástica e outros pontos de venda semelhantes. A decisão de se reposicionar não é à toa. A concorrência aumentou, principalmente, do ano passado para cá. A francesa Rhodia lançou um fio com propriedades semelhantes ao material da Invel e em meados de 2010 teve aprovado seu registro na Anvisa. Desde então, a Rhodia vende seu fio para fabricantes de roupa.

Com a entrada da Rhodia nesse mercado, a Invel também decidiu apostar em modelos mais atrativos. “As nossas clientes reclamavam que as nossas bermudas eram muito simples. Todas eram pretas. Por isso, estamos lançando neste mês modelos com cor e mais design”, disse Carla. Há também empresas que fazem bermudas anticelulite piratas, com preço até cinco vezes menor quando comparado às da Invel. No começo do mês, a Anvisa determinou a proibição de publicidade das bermudas anticelulite da marca Infravel, que não tinha o registro da agência.

Leia mais>>

Fonte: Investe SP/Valor Econômico